quinta-feira, 24 de setembro de 2009

2º ESTATÍSTICA DE INFORMATICA NA EDUCAÇÃO:

INTRODUÇÃO
Este artigo tem por objetivo analisar como o uso do computador pode auxiliar o processo
ensino/aprendizagem e contribuir para a melhoria da qualificação para o mercado de trabalho, com
alunos do Proeja.
Para tanto, apresenta: a) um relato sobre a população-alvo da Educação de Jovens e Adultos, sua
realidade social, econômica e política e quais são os valores dos alunos que freqüentam essa modalidade de
ensino; b) as vantagens dessa ferramenta no processo ensino/aprendizagem; c) a metodologia e a prática
no laboratório de informática; d) e a pesquisa referente à prática educativa no desenvolvimento do projeto.
ESPAÇO PEDAGÓGICO
O Proeja favorece às pessoas de baixa renda, que não tiveram a oportunidade de estudar, o
ingresso, a permanência e a retomada do processo de escolarização. Totalmente gratuito, o curso
contempla a fase 1 do primeiro segmento de 1a a 4a série do ensino fundamental e atende, no período
noturno, alunos de quatorze anos completos em diante.
Os alunos envolvidos são colaboradores de pais de alunos do ensino regular, pessoas de baixa
renda da comunidade local, de Curitiba em geral e Região Metropolitana.
O Proeja é totalmente custeado pela unidade Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes, que oferece toda
a infra-estrutura como: contratação de professores, salas de aula, material didático-pedagógico, segurança,
zeladoria, alimentação e tudo que for necessário para o bom andamento do aprendizado dos alunos.
O projeto de informática educativa Construindo a Cidadania é desenvolvido em dois laboratórios
de informática, que contêm 20 microcomputadores, para os alunos, e um computador com monitor
de 29 polegadas, para uso dos professores.
A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Embora esteja entre as maiores economias do mundo, o Brasil é também um país de grande
injustiça social e concentração de renda. As periferias das grandes cidades e as regiões metropolitanas
sem infra-estrutura adequada recebem, cada dia mais, pessoas das zonas rurais e das cidades do interior,
que passam a ter uma vida com pouca qualidade, enfrentando grandes problemas sociais – falta de
acesso à saúde, à moradia e à educação, desemprego, marginalidade – causados pela falta de vontade
política e também pela visão imediatista da nossa sociedade na solução desses problemas.
Sabe-se que há mais de 31 milhões de pessoas maiores de 14 anos que não completaram quatro
anos de escolaridade. Pequena parcela desse contingente constitui o público potencial dos Programas
de Educação de Jovens e Adultos correspondente ao primeiro segmento do ensino fundamental. A
quase totalidade dos alunos desses programas, incluindo os adolescentes, é de trabalhadores que, com
sacrifício, dispõem-se a freqüentar cursos noturnos, na perspectiva de melhorar suas condições de vida.
A maioria nutre a expectativa de continuar os estudos: concluir o ensino fundamental, ter acesso a
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Educação
outros graus de ensino e habilitações profissionais, uma vez que crescem as exigências educativas na
sociedade contemporânea. Essas exigências estão relacionadas a diferentes aspectos da vida das pessoas
como o trabalho, a participação política, a vida familiar e comunitária, as oportunidades de lazer e o
desenvolvimento cultural.
A realidade econômica
Pode-se afirmar que a revolução tecnológica vem alterando, profundamente, as formas do
trabalho. Estão sendo desenvolvidas tecnologias e novas formas de organizar a produção, que elevam
bastante a produtividade, e delas depende a inserção competitiva da produção nacional numa economia
cada vez mais mundializada. Essas novas tecnologias e sistemas organizacionais exigem trabalhadores
mais versáteis, capazes de compreender o processo de trabalho como um todo, dotados de autonomia
e iniciativa para resolver problemas em equipe. Será cada vez mais necessária a capacidade de se
comunicar e se reciclar continuamente, de buscar e relacionar informações diversas.
A conseqüência mais imediata é o que se tem denominado “desemprego estrutural”, ou seja, a
diminuição dos postos de trabalho, tornando a disputa pelo emprego mais acirrada.
RIBEIRO (1996) cita que, no aspecto econômico, o Brasil tem que enfrentar ainda uma somatória
de problemas antigos e modernos: produzir mais para suprir as carências materiais de grandes parcelas
da população, distribuir a riqueza mais eqüitativamente e cuidar para que uma exploração predatória
não esgote os recursos naturais de que dispõe. Parece haver um razoável consenso de que para se atingir
essas metas é preciso elevar o nível de educação da população.
A realidade política
Na última década, o Brasil vem reconstruindo as instituições democráticas e a educação tem um
papel a cumprir com relação à consolidação da democracia em nosso país.
O ideal da democracia sempre contemplou o ideal de uma educação escolar básica universalizada. Através dela se
pretende consolidar a identidade de uma nação e criar a possibilidade para que todos participem como cidadãos na
definição de seus destinos. Para participar politicamente de uma sociedade complexa como a nossa, uma pessoa precisa
ter acesso a um conjunto de informações e pensar uma série de problemas que extrapolam suas vivências imediatas e
exigem o domínio de instrumentos da cultura letrada. Um regime político democrático exige ainda que as pessoas
assumam valores e atitudes democráticas: a consciência de direitos e deveres, a disposição para a participação, para o
debate de idéias e reconhecimento de posições diferentes das suas. (RIBEIRO, 1996, p.16)
O que acontece é que um grande número de pessoas ainda não tem acesso a informações
necessárias para fazerem suas opções políticas de forma mais consciente. Portanto, promover a educação
fundamental de jovens e adultos é importante para responder aos imperativos do mundo atual e
também para garantir melhores condições educativas para as próximas gerações.
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Rev. PEC, Curitiba, v.2, n.1, p.107-112, jul. 2001-jul. 2002
OS JOVENS E ADULTOS E A ESCOLA
As pesquisas sobre os motivos que levam esses jovens e adultos à escola apontam,
predominantemente, para as suas expectativas de conseguir um emprego melhor. Mas suas motivações
incluem também maior vontade de entender melhor as coisas, de se expressar mais claramente, de “ser
gente”, de não depender sempre dos outros.
Com relação aos adolescentes, o grande desafio é a reconstrução de um vínculo positivo com a
escola e, para tanto, o educador deverá considerar em seu projeto pedagógico as expectativas, gostos e
modos de ser característicos dos jovens. Sabe-se que toda experiência que tenha sido um fracasso gera,
nos jovens e adultos, uma auto-imagem negativa, levando-os a timidez, insegurança e muitos bloqueios.
De acordo com a observação inclusa nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997):
“Se a aprendizagem for uma experiência de sucesso o aluno constrói uma representação de si mesmo
como alguém capaz. Se, ao contrário, for uma experiência de fracasso, o ato de aprender tenderá a se
transformar em ameaça, e a ousadia necessária se transformará em medo, para o qual a defesa possível
é manifestação de desinteresse”.
Em qualquer dos casos, será fundamental que o educador ajude os educandos a reconstruir sua
imagem da escola, das aprendizagens escolares e de si próprios.
Um dos princípios pedagógicos bastante assimilados pelos professores da Educação de Jovens
e Adultos é o da incorporação da cultura e da realidade dos alunos, como conteúdo e ponto de partida
para as aulas. Somados a esses aspectos, lembra-se que a escola é um espaço propício para a educação
da cidadania, isto é, nela se deve aprender a cuidar dos bens coletivos, discutir e participar
democraticamente, reconhecer direitos e deveres e desenvolver a responsabilidade pessoal pelo bem-
estar comum.
Tendo em vista os pressupostos pedagógicos da proposta curricular da Educação de Jovens e
Adultos, propõe-se a utilização do computador, parte da realidade do mundo do trabalho, na sala de
aula, onde irá atuar como um instrumento facilitador e motivador da aprendizagem.
O computador obedece ao ritmo próprio de cada aluno e permite refazer as atividades quantas
vezes forem necessárias. Ressalte-se, ainda, o fator prontidão com que o aluno recebe o feedback às suas
interações. É ainda considerado um instrumento ideal de motivação. Assim, acredita-se que o computador
seja o instrumento que contribui, efetivamente, para superação das dificuldades na aprendizagem do
aluno da educação de Jovens e Adultos e auxilia-os na melhoria da qualificação para o trabalho.
A prática educativa da educação de jovens e adultos
Se a educação visa ao desenvolvimento da pessoa como um todo, a dimensão pedagógica da
Educação de Jovens e Adultos deverá estar voltada para a promoção dessa pessoa. Os conteúdos
devem ser selecionados a partir do universo temático dos alunos, desenvolvendo-se por meio de temas
geradores, norteados pela tomada de consciência dos indivíduos sobre os referidos temas.
A prática educativa só terá realmente sentido quando for estimulada a desenvolver no educador
e educando o gosto de querer bem e de estar sempre alegre tantos nos momentos de ensinar como nos
momentos de aprender. Considera-se, assim, o educador de Jovens e Adultos a mola propulsora para
que esse aluno construa o conhecimento de modo a ser capaz de fazer leitura do mundo com autonomia.
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Educação
Tendo clareza da proposta pedagógica, o educador deverá refletir permanentemente sobre a
sua prática, buscando sempre meios para aperfeiçoá-la. A sensibilidade com a história de exclusão
desses alunos, o prazer e a alegria de ensinar estabelecerão um vínculo afetivo que seguramente mudará
a história da evasão desses cursos. Criar novos métodos, novas estratégias para prestar ajuda eficaz a
seus alunos no processo de aprendizagem é também uma responsabilidade do professor. Tais métodos
devem privilegiar o diálogo e a ação. O ideário da educação popular destaca o valor educativo do
diálogo e da participação, considerando o educando como sujeito portador de saberes, que devem ser
efetivamente reconhecidos pela comunidade escolar. Diálogo esse que permita a problematização, o
respeito pelo saber do aluno, pela sua curiosidade, pela sua individualidade e que nasça de uma relação
horizontal, em que o educador e o educando se conhecem, se aceitam e se enriquecem. Também se
torna muito importante que o educador propicie aos educandos o acesso a materiais educativos como
livros, jornais, revistas, cartazes e outros, visto que trabalha com grupos sociais desfavorecidos
economicamente.
É preciso levar em conta que o processo educativo não se encerra na sala de aula, vai muito além.
Por isso, é mister atrelar a dimensão pedagógica às manifestações culturais, à informática e à arte.
Também é de responsabilidade do educador incentivar o educando a freqüentar a comunidade,
participando ativamente de atividades por ela desenvolvidas, isto é, festas da igreja, da própria escola,
das associações de moradores e outras, para ser, de fato, o protagonista de sua história.
IMPORTÂNCIA DO TEMA PESQUISADO
A necessidade de uma proposta adequada ao trabalhador teve por base a análise dos dados
fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir da Pesquisa Nacional por
Amostra a Domicílio (PNDA), realizada em 1999, que identificou haver no Brasil 29,4% de analfabetos
funcionais na idade entre 15 e 39 anos.
No Colégio Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes, ao confrontar-se com esse perfil educacional,
sentiu-se a necessidade de desenvolver um trabalho pedagógico que viesse ao encontro das necessidades
da sociedade nesta época de globalização.
Uma prática pedagógica na Educação de Jovens e Adultos que faça uso do computador é uma
solução criativa e pertinente ao atual momento político e econômico, pois permite que o aluno, através
da máquina, desenvolva o aprendizado do word 97 e internet, tornando-se, ao mesmo tempo, melhor
qualificado para o trabalho.
Hoje, vive-se num mundo dominado pela informação e por processos que ocorrem de maneira
muito rápida e imperceptível. Portanto, em vez de memorizar informação, os estudantes devem ser
ensinados a buscá-la e usá-la. Essas mudanças podem ser introduzidas com a presença do computador,
que deve propiciar as condições aos estudantes exercitarem a capacidade de procurar e selecionar
informação, resolver problemas e aprender independentemente.
A mudança da função do computador como meio educacional acontece juntamente com um
questionamento da função da escola e do papel do professor. As novas tendências do uso do computador
na educação mostram que o professor é um dos mais importantes aliados neste processo que se
começa a entender.
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Rev. PEC, Curitiba, v.2, n.1, p.109-112, jul. 2001-jul. 2002
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES
No laboratório de informática do Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes está sendo desenvolvido
o projeto Construindo a Cidadania, com os alunos do Proeja. Seu objetivo geral é o de possibilitar ao
educando o acesso à pesquisa, adquirindo as informações necessárias sobre seus direitos e deveres, ao
mesmo tempo que se torna um usuário do computador. Seus objetivos específicos são: conscientizar o
educando da necessidade do domínio da informática como forma de melhoria das condições de
trabalho; oportunizar situações que levem o aluno a refletir sobre suas qualidades e habilidades, a fim de
reconhecer suas potencialidades; de entender o significado de “valores”, identificando os seus e
percebendo como eles interferem em sua conduta; passar conhecimento de seus direitos e deveres;
mostrar as opções de trabalhos existentes e quais as fontes a que pode recorrer para consegui-los.
As estratégias e encaminhamentos usados neste projeto são: aulas teóricas, aulas práticas com
o manuseio do computador, pesquisas, produção de texto, reescrita do texto, exposição e divulgação
dos trabalhos.
Os recursos físicos utilizados são: microcomputadores, fitas de vídeo, máquina fotográfica,
filmadora, projetor de slides, livros, disquetes, papéis, jornais, revistas e internet. Os recursos humanos
compõem-se de alunos, professores, palestrantes, pessoal técnico-pedagógico.
A avaliação é feita mediante observação sistemática da apropriação do conhecimento pelos
alunos e avaliação cooperativa (alunos e equipe responsável).
RESULTADOS OBTIDOS
Campo de observação
Este estudo reuniu, para análise posterior, observações da prática desenvolvida no laboratório
de informática do Colégio Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes.
Foram observados 20 alunos do Proeja, num total de duas horas semanais durante o período
regular das aulas.
Os alunos têm entre 14 e 73 anos e são auxiliares mecânicos, empregadas domésticas, vendedores,
catadores de papel, donas de casa, entre outros, havendo ainda alguns desempregados.
A preocupação deste estudo é verificar se o computador, usado como ferramenta pedagógica,
pode aumentar a auto-estima dos alunos, propiciando-lhes um melhor desempenho na leitura e escrita
e, conseqüentemente, melhoria da perspectiva profissional.
Para isso foram elaborados dois instrumentos específicos de pesquisa: um questionário para os
alunos e outro para a professora regente da turma.
Coleta de informações
As perguntas foram elaboradas com a finalidade de verificar se o aluno apresentava medo inicial
de usar o computador ou gosto pelas aulas de informática. Procurou-se detectar também se no decorrer
do projeto seu desempenho na leitura e escrita melhorou, se o aprendizado do uso do computador
motivou-o a aprender coisas novas e propiciou mudanças no trabalho e novas expectativas profissionais.
110
Educação
As perguntas feitas à professora regente foram elaboradas com a finalidade de verificar a
motivação, a auto-estima, as dificuldades de aprendizagem dos alunos, bem como se as aulas de
informática alteraram o desempenho dos alunos na leitura e escrita, na assiduidade e no comportamento
em sala de aula.
Os alunos responderam, oralmente, a 20 perguntas abertas, cujo registro escrito foi feito pela
entrevistadora. A opinião dos alunos em relação às aulas no laboratório de informática é apresentada
na tabela a seguir.
TABELA 1 - RESPOSTAS DOS ALUNOS EM RELAÇÃO ÀS AULAS COM O USO DO COMPUTADOR
TIVERAM APRIMORARAM-SE PERCEBERAM TROUXE-LHES
GOSTARAM
MOTIVARAM-SE
MEDO NA LEITURA MUDANÇAS NO EXPECTATIVAS
DA AULA
INICIAL E ESCRITA TRABALHO FUTURAS
20 12 17 20 6 17
FONTE: Elaboração do autor
Análise e interpretação dos dados
Os alunos da Educação de Jovens e Adultos sabem o quanto é difícil resgatar o tempo que
deixaram de freqüentar a escola na idade devida. Por isso, a auto-estima desses alunos, a princípio, era
muito baixa, visto que vinham de muitos fracassos e com a crença de eram “incapazes de aprender”.
Quando souberam que iriam participar de um projeto de informática, de imediato revelaram-se
apreensivos. Posteriormente, ficaram muito entusiasmados, pois sabiam que, na atualidade, é essencial
saber usar o computador.
Após as aulas com o uso desse recurso, muitos se sentiram motivados a aprender coisas novas,
mostraram-se menos envergonhados em conversar com pessoas que julgam ser mais cultas, como
professores e gerentes de bancos, e passaram a utilizar sem medo serviços bancários que exigem
noções de computação, como caixas eletrônicos.
Com relação à freqüência, dificilmente deixam de comparecer ao colégio nos dias da aula
de computação.
CONCLUSÃO
A construção do conhecimento, como acontece hoje em sala de aula, não acontece de maneira
semelhante e constante para todos os alunos. Essa flexibilidade ainda não é norma dos sistemas de
ensino baseado no uso do computador. Por mais sofisticado que seja, por mais conhecimento sobre
determinado domínio ele possua, por mais que ele possa modelar a capacidade do aprendiz, o
computador ainda não é capaz de adequar a sua atuação de modo que a intervenção no processo
ensino/aprendizagem seja totalmente individualizada.
Como ferramenta, o computador pode ser adaptado aos diferentes estilos de aprendizado, aos
diversos níveis de capacidade e interesse intelectual, às variadas situações de ensino/aprendizagem,
inclusive dando margem à criação de novas abordagens.
111
Rev. PEC, Curitiba, v.2, n.1, p.111-112, jul. 2001-jul. 2002
Mas para que seu uso no processo ensino/aprendizagem seja bem-sucedido, são necessários o
engajamento dos professores e o bom nível de conhecimento sobre a utilização dos diferentes recursos
da informática na educação. Esse uso do computador exige, mais que nunca, um professor solidário,
preparado, dinâmico e investigativo, pois as perguntas e situações que surgem na sala de aula muitas
vezes fogem ao preestabelecido pelo currículo (SEABRA, 1993, p.46). Sem o engajamento e a preparação
dos professores, os computadores, na educação, continuarão sendo mais uma das propostas
potencialmente inovadoras não concretizadas.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução. Brasília, 1997.
CURITIBA. Secretaria Municipal de Educação. Currículo básico da rede municipal de ensino. Curitiba, 1996.
FIALHO, Francisco Antônio Pereira. Ciências da cognição. Florianópolis: Insular, 2001.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 11.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1982.
MORAES, Maria Cândida. Informática educativa no Brasil: um pouco de história. Em aberto, Brasília, v.12, n.57,
jan./mar. 1993.
RIBEIRO, Vera M. M. (Coord.). Educação de jovens e adultos: proposta curricular para o 1 o segmento do
ensino fundamental. São Paulo: Ação Educativa, 1996.
SEABRA, Carlos. O computador na criação de ambientes interativos de aprendizagem. Em aberto, Brasília, v.12,
n.57, jan./mar. 1993.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ESTASTÍSTICA DA INFORMATICA NA EDUCAÇÃO:

MISÉRIAS DEVIDAS AO USO DO COMPUTADOR NA EDUCAÇÃO – NO LAR E NA ESCOLA

Valdemar W. Setzer

Depto. de Ciência da Computação, Instituto de Matemática e Estatística da USP
www.ime.usp.br/~vwsetzer

Escrito em 1/5/05; publicado na revista discutindo Ciência, Ano 1, No. 2, pp. 59-61, na seção "Debate: O computador na educação: ajuda ou atrapalha?" com o título "As misérias que pode causar";
esta versão (contendo o original, um pouco mais extenso do que o publicado, mais algumas revisões) é de 15/9/05

Recentemente fui convidado a proferir, em uma escola, uma palestra sobre o uso de computadores por crianças e jovens. Até aí nada de novo. A novidade estava no motivo de me terem convidado: os professores estavam preocupados, e muitos pais desesperados, com o resultado do uso de computadores pelos alunos e filhos. Em geral, o rendimento escolar estava piorando nas crianças e jovens que usavam o computador, principalmente os que têm computador em casa e, em muito maior grau, em seu próprio dormitório, sem nenhum controle por parte dos pais. Aplica-se aqui uma das "leis de Setzer" (ver em meu site): "A miséria produzida pelo ser humano ultrapassa as previsões mais pessimistas."

Há dezenas de anos tenho prevenido, por meio de artigos, livros, palestras e cursos, de que o computador produz prejuízos nas crianças e jovens quando usado antes da puberdade; consegui até, conceitualmente, estabelecer uma idade mínima ideal para que se coloque um jovem em contato com o computador: 17 anos (algo difícil de encontrar hoje em dia...), posteriormente confirmada por experiências feitas no meu Instituto. Mas eu jamais imaginava que os prejuízos seriam tão enormes quanto estão se revelando na prática.

Como eu previra, várias pesquisas recentes, têm mostrado que não há benefícios, do ponto de vista de escolarização, como mostrado em testes, no uso de computadores na educação; pelo contrário, crianças e jovens que os usam tendem a ter menor rendimento nesses testes do que os que não os usam. Isso, até em testes de matemática! (Ver, por exemplo, os artigos de J. Angrist e V. Lavy, 2001, analisando os efeitos negativos da introdução, em larga escala, de computadores nas escolas em Israel e T. Fuchs e L. Woessman, 2004, analisando resultados negativos em matemática e habilidade de leitura de uma centena de milhares de estudantes que fizeram o exame PISA, aplicado em 32 países, nos casos de usos de computadores em lares e em escolas.)

Também previ os prejuízos quanto ao relacionamento social, mas não previ que as pobres crianças e os jovens fossem agarrados de tal modo pelo computador e sua filha, a Internet, que iriam deixar de dormir adequadamente, iriam deixar de fazer suas tarefas escolares, iriam ter sua fala e escrita prejudicadas, iriam ter problemas de atenção e concentração, da maneira extensa como está ocorrendo. Para entender os prejuízos cognitivos, emocionais e por que o computador agarra os usuários – e muito mais intensamente crianças e jovens – da maneira como ele o faz, vamos analisar brevemente sua influência no pensar, no sentir e no querer.

Qualquer comando que se dê ao computador, seja ele sob forma de um pequeno texto ou pelo acionamento de um ícone, provoca no computador a execução de uma função estritamente matemática, de manipulação de símbolos. Isso se deve ao fato de o computador ser uma máquina matemática, de manipulação lógica de símbolos discretos. Portanto, sempre que se dá um comando ao computador – e é impossível usá-lo sem dar comandos a ele –, como alinhar verticalmente um texto, buscar uma página na Internet, etc., dispara-se na máquina uma série de funções matemáticas. Ora, para ativar essas funções, é necessário empregar um raciocínio puramente matemático; os usuários não percebem esse fato, pois estão acostumados a encararem a matemática como uma série de fórmulas, equações, teoremas, construções geométricas, etc. Do mesmo modo que, em uma conta de somar, não é possível pular um dos algarismos de uma das parcelas, também não se podem pular certas ações que se deve comandar o computador a executar. Por exemplo, para buscar alguma página na Internet, é sempre necessário ativar antes algum navegador e escrever o endereço de maneira absolutamente exata, como cada parcela da soma, acionando em seguida o comando de buscar a página com o endereço escolhido.

O problema é que esse raciocínio matemático lógico-simbólico, determinista e seqüencial, expresso em uma linguagem formal, não é próprio para crianças e jovens antes da puberdade. Para a justificativa desse fato, leiam-se meus artigos e livros (ver em meu site). No entanto, uma observação acurada já pode mostrar que o pensamento das crianças e jovens não é estritamente lógico, não é abstrato, desligado da realidade e quadrado como o imposto pelo computador. O computador, forçando aquele tipo de raciocínio, afeta a maneira de pensar, acelerando um processo que deveria levar muitos e muitos anos até atingir a maturação necessária para que ele possa manifestar-se adequadamente, sem causar prejuízos. Não conheço pesquisas nesse sentido, mas se fossem feitas, prevejo que se constataria que o uso precoce do computador, devido à imposição desse tipo de pensamento, prejudica a fantasia, a imaginação, e a criatividade – justamente capacidades que caracterizam a infância e a juventude. De certo modo, quando um adulto tem muita imaginação e é criativo – principalmente em áreas não formais, como a social e a artística –, pode-se dizer que ele conservou em si uma boa dose da sua imaginação infantil.

Quanto aos sentimentos, o computador é uma máquina muito excitante, pois se pode aprender muito rapidamente a comandá-la e ela sempre executa o que se a comanda a fazer, o que dá uma sensação muito grande de poder. Como é uma máquina virtual, pode-se experimentar com ela sem temer conseqüências físicas desastrosas. Muitas pessoas aprendem a usar um certo programa simplesmente por tentativa e erro, em lugar de ler o manual correspondente. Vários professores exaltam o fato de o computador aceitar quaisquer erros sem inibir o usuário – como se a educação não fosse um processo contínuo de orientação, que deveria ser amorosa. Isso não pode ocorrer com uma máquina impessoal, que trata todos os usuários exatamente da mesma maneira. Em uma classe, um professor-gente pode reconhecer que um aluno respondeu erradamente a uma pergunta, talvez por dificuldade de se exprimir, mas o seu conhecimento é correto – jamais um computador terá essa capacidade.

Não se venha com a idéia, totalmente descabida, que um dia poder-se-á introduzir sentimentos no computador, como mostrado nos filmes absurdos O Homem Bicentenário (Columbus) e Inteligência Artificial (Spielberg): sentimentos são absolutamente individuais, cada pessoa sente os seus e não pode fazer uma outra sentir o que sente. No entanto, os computadores são máquinas universais (qualquer computador pode simular qualquer outro, dada capacidade suficiente), e as máquinas que não são digitais têm sempre um projeto e uma construção universais (ver mais detalhes em meu artigo "I.A. – Inteligência Artificial ou Imbecilidade Automática? As máquinas podem pensar e ter sentimentos?", em meu site. Jamais um computador terá sensibilidade – no sentido humano – para guiar uma atitude educacional dependendo de quem o usa. Essa impessoalidade acaba influenciando os sentimentos das crianças e dos jovens, pois o ser humano incorpora todas as suas vivências. Crianças e jovens estão muito abertos para o meio-ambiente; se não fosse assim, crianças não aprenderiam por imitação, a grande ferramenta educacional até os 7 anos de idade e não teriam tanta facilidade para aprender línguas estrangeiras. Em outras palavras, eles não têm o isolamento típico de adultos, fruto do desenvolvimento da auto-consciência (quase inexistente, por exemplo, em crianças até 3 anos de idade que, em geral, não usam a palavra "eu" ao se referirem a si próprias, e sim o próprio nome).

O QUE É O SKYPE?

O SKYPE É UMA TECNOLOGIA QUE PERMITE A COMUNICAÇÃO DE VOZ E VÍDEO VIA INTERNET .
DE FALAM COM OUTROS USUÁRIOS DE FORMA GRATUITA E LIMITADA, O SEU DIFERENCIAL É QUE SE PODE ADICIONAR CRÉDITOS E REALIZAR LIGAÇÕES PARA OS TELEFONES COM TARIFA REDUZIDA E TAMBÉM RECEBE LIGAÇÕES SE PODE FAZER UMA TELECONFERÊNCIA PERMITINDO QUE DOIS USUÁRIOS UTILIZE O MESMO ARQUIVO AO MESMO TEMPO.

ATIVIDADE 02

FACEBOOK;

SITE DE RELACIONAMENTO.
Esse site é gratuíto para se criar a conta.
O usuário pode mandar mensagem privadas ou não.
Também é possivel adicionar fotos e vídeos. Estes sites ficam disponível
para todos acessarem, todos podem comentar, respeitando assim,
a política de privacidade.

BLOG:
É uma página da internnet.
Nela se publica, os questinamentos, ideias e o que achamos do nosso agrado.
Daí são organizados cronológicamnete.
Obedecendo sempre assuntos mais antigos ou recentes.
O professor poderá usar o blog: Como recurso para dissiminar informações ou usar o espaço como meio para debates, interações entre alunos, professorese e colegas de trabalho assim como precisar...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O que é twitter?

o twiter pode enfraquecer a memôria. Más O twitter trás os Vídeogame de guerra estimula um elemento da inteligência humana vital para o sucesso 2º a psicologa tracy Allway. da universidade de Stiling, no Reino Unido na contramão desse estímulo estão, estão atividades como oserviço de micro blog twuitter eo site de vídeos yotub.

domingo, 13 de setembro de 2009

O QUE É O TWITTER?

OS PRÓS e os contras dos potenciais pedagógicos da web 2.0

Twitter: É ferramenta para postagem curta e rápida (até 140 caracteres)

O twitter pode enfraquecer a memôria. Ele atrapalha a sua busca de desenvolvimento .
Já que os videogame de guerra estimula um elemento da inteligencia humana vital para o sucesso. Segundo a psicóloga Tracy Allomay, da Universidadede estirlingno Reino Unido. Na contramão desse estímulo estão atividades como o serviço de microblog twitter e o site de vídeo yotube. No twitter o internalta recebe um fluxo enorme de informaçõs e conteúdos que de modo que os microblogs enfraquecem a memôria. E esse imediatismo também é visto no yotube pela tela do pc.
WWW.REVISTAENSINOSUPERIOR.COM.BR

quarta-feira, 3 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sugetão de aula

Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Apresentar às crianças alternativas simples, para aproveitar espaços, com o objetivo de desenvolver as habilidades corporais e o aprendizado de regras.
Duração das atividades
Durante o ano todo
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Não são necessários conhecimentos prévios.
Data de publicação
02/06/2009
Estrutura Curricular
Educação infantil / Pré-escola: Apreciação significativa em movimento: escuta envolvimento e compreensão da linguagem corporal.
Autor
Nome: Sharles Defaveri e Orípia
Instituição
Centro Universitário Geraldo di Biase
UF
Rio de Janeiro
Co-Autor
Sharles Defaveri
Estratégias e recursos da aula
Aula 01:
Atenção professor, além de ser uma divertida brincadeira, o custo das atividades são quase zero. Se na escola onde atua não tem espaço às atividades podem ser desenvolvidas em sala com um giz e algumas pedrinhas.
Trace linhas no chão e os numere, com isso as crianças irão pular número a número, ou então com um giz faça círculos um ao lado do outro onde elas podem pular de casa em casa, mas lembre-se por elas serem novas, podem não atender as expectativa rapidamente. é necessário paciência e bastante orientação, para não fugir ao objetivo. Faça círculos pequenos e peça-os que pulem de um pé só, com o passar do desenvolvimento das atividades vá diminuindo o tamanho do circulo. As atividades são divertidas e podem com um tempo influenciar crianças e professores quanto a atividades dirigidas.
Atenção Professor! È necessário atenção quanto às atividades, as mesmas por serem desenvolvidas com crianças de uma baixa faixa etária não devem ser competitivas.
AVALIAÇÃO
A avaliação deve ser gradativa, pois as atividades serão desenvolvidas durante o ano, por se tratar de atividades simples e de fácil compreensão não é necessário atribuir nota às mesmas. Avalie você mesmo com o passar das aividades.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Plano de Aula

Tema: Meio Ambiente: Aquecimento Global

Público alvo: 4ª série

Objetivo: Conscientizar o público alvo das consequencias do aquecimento global.



Desenvolvimento:

Apresentar e abordar sobre o tema com a turma;

Utilizar um video para exemplificar e estimular a curiosidade dos alunos;

Propor uma auto avaliação com relação aos motivos abordados que contribuem com o aquecimento global;

Propor a construção de redação para coletar opiniões e avaliar a absorção do conteúdo abordado;

obs.: O vídeo a seguir trata se do tema aquecimento global.
Um vídeo interessante mostrando como a natureza está pedindo socorro. O vídeo escolhido foi retirado do site http://www.youtube.com/watch/?v=Bm0KJeS3miY.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

criando hiperlink no blog

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Atividade 03

Atividade, 3:
Na minha opinião o preconceito da televisão ocorre,
devido a diversidade de programas que não são é
adequados para crianças menores.
Mas acontecem que os canais de televisão estão
abertos para qualquer pesssoa , e todos os programas
estão sugeitos para todos também.
Cabe aos pais policiarem seus filhos para
o que é certo e que é errado para eles assistirem na televisão.
Que a televisão atrapalha o rendimento escolar isso sim ,
Enquanto colocar o pronto na cabeça,
deveria estar criando para entregar algo feito por ele.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

pesquisa de informática

Centro Educacional Anita de Abru.
Pesquisa de Informática.

professor afirma trabalhar word, windos, exel, pwer point entre outras que.
Inseriu essa matéria a + no seu planejamento escolar.
Para o seu aluno ter mais facilidade de ir a busca das pesquisas
que eventualmente pedirá a seus alunos.
E, também para facilitar a sua vida no cotidiano.
Lembrando que o mundo inteiro vive em torno de tecnologia.
Nao iremos conseguir viver tranquilos sem ter aprendido a caminhar,
nesse mundo tecnológico.

Amigos do meu Brasil imenso de porteira a porteira.

Ola meus amigos!!!!
sejao bem vindos!!!!!